Bertolucci comemora 60 anos de história no design brasileiro

21:19 Murilo Grilo 0 Comments

A Bertolucci completa 60 anos se consolidando no cenário do design brasileiro como sinônimo de história, produção suis-generis e tradição em design. E, para marcar a data, a fábrica selecionou alguns designers nacionais que dialogam com a marca: Atelier BAM, Claudia Moreira Salles e Zanini de Zanine.




A pedido da Bertolucci os designers trabalharam com a madeira, suas especialidades, e materiais nobres, de manejo sustentável, que possibilita um acabamento impecável e um trabalho semi-artesanal, característico da empresa. Madeiras nacionais como a catuaba, imbuia, canela e louro preto, aliados ao brilho do metal ou inox, permitiram a criação de três linhas clássicas e repletas de personalidade contendo pendentes, colunas e abajures.


“Comemorar 60 anos reflete a alta qualidade de nossos produtos: é um indicador que o público alvo vem acreditando em nosso trabalho personalizado. Queremos entender nosso cliente e traduzir seus desejos em materiais, cores e formas que resultam em uma vivência pessoal do ambiente. Por isso, estamos sempre atentos ao cenário criativo. Parcerias com profissionais são iniciativas que contribuem e conceituam a experiência Bertolucci junto a nosso público”, afirma a empresária Eneida Bertolucci.

Linha Ju – Zanini de Zanine



O designer Zanini de Zanine assina a Linha Ju, em homenagem à sua avó, Julieta, cujas luminárias foram as inspirações para desenhar a nova coleção da Bertolucci composta por pendente, abajur, coluna e arandela. Zanini já possui um trabalho consolidado com a utilização da madeira, de modo que as luminárias têm como diferencial a forma autoral e o uso de duas longas hastes que sustentam os refletores. “Quis fugir do tradicional, por isso, as cúpulas não são redondas nem quadradas. Elas são elegantes e funcionais, com o emprego de um ótimo material e acabamento”, explica o designer.


Linha Orecchiette – Claudia Moreira Salles



Já, a consagrada designer Claudia Moreira Salles, criou a linha denominada Orecchiette, “orelha”, em italiano – nome que remete ao par de dimmers fixados simetricamente nas laterais da estrutura das luminárias. . Apresenta abajur e coluna com cúpulas cilíndricas de tamanhos avantajados em alumínio repuxado com acabamento natural. Um detalhe importante de sofisticação fica por conta de que as luminárias possuem duas possibilidades de iluminação: luz indireta na parte inferior e luz direta na superior. “As luzes possuem mecanismos independentes, de modo que podem ser manuseadas separadamente. Além disso, há a alternativa de utilização de dimmers, o que amplia o conforto e as suas possibilidades de utilização: para baixo o ambiente se torna mais intimista e para cima se torna mais iluminando”, explica a designer.


Linha Umbu – Atelier BAM



Assinada pelo Atelier BAM, composto pelos arquitetos-designers Juliana Bertolucci e Clément Gérard, a linha Umbu foi inspirada nas antigas luminárias dos anos 70, com hastes curvadas e refletor esférico. Os produtos ganharam articulações e contemporaneidade ao misturar cúpula de madeira maciça, haste de alumínio e pés de pedra. O trabalho do Atelier Bam pode ser observado no abajur, coluna e pendente. “Queríamos chegar a um resultado que remetesse aos 60 anos da história da fábrica e que, ao mesmo tempo, refletisse o momento atual.

 O abajur articulável é uma peça extremamente complexa, demandou muito tempo e inúmeras experiências, pois utiliza a ideia do “contrapeso”. O resultado não poderia ter sido melhor, seu movimento é extremamente suave”, explica a designer Juliana Bertolucci, neta do fundador da empresa.




As peças chegam em outubro nas mais de 39 revendas espalhadas pelo país.


Sobre Bertolucci

A Bertolucci completa 60 anos se consolidando no cenário do design brasileiro como sinônimo de história, produção suis-generis e tradição em design. Instalada há 60 anos no mesmo endereço na Lapa, em São Paulo, a empresa familiar reforça sua proposta customizada para o ano. A produção une trabalho manual e ferramentas tradicionais para manuseio de latão, cobre, alumínio, madeira, vidro e tecido, entre outros empregando técnicas clássicas de marcenaria aliadas a soluções contemporâneas para criar produtos que são comercializados em pequena escala, o que garante a exclusividade do portfólio, em constante renovação.


O nome da empresa, sugestão da matriarca Dona Odette, foi adotado em homenagem à família de seu marido e fundador, Walter Bertolucci. Atualmente na segunda geração, com Eneida Bertolucci no comando, a marca vem se consolidando nos estados brasileiros: conta atualmente com mais de 30 revendas exclusivas por todo o Brasil, escolhidas rigorosamente por dialogarem com o estilo sui-generis das luminárias. Entre as parcerias bem sucedidas da Bertolucci com grandes nomes criativos estão: Guto Requena, com a linha Alma, que celebra o brilho das cidades através da sobreposição de cortiça, vidro e cristais coloridos; Glória Coelho, com destaque na linha Fractus, inspirada na estrutura e delicadeza de seus icônicos vestidos; e a estilista Fernanda Yamamoto com a coleção 
Quadrados, lançada em 2016.

Sobre Zanini de Zanin

Nasceu no Rio de Janeiro. Em 2002 graduou-se em Desenho Industrial pela PUC-Rio. A partir de 2003, começou a produzir móveis em madeira maciça, com peças de demolição – colunas, vigas e mourões de casas antigas – batizadas como “Carpintaria Contemporânea”. A partir de 2005, começa a criar uma nova linha de móveis com peças produzidas industrialmente, usando além de madeira com origem controlada, materiais diversos como plástico, metacrilato, metais e partes de outros produtos industrializados. Para representar os móveis dessa nova linha, Zanini cria em 2011 o Studio Zanini. Recebeu os mais importantes prêmios de Design do Brasil e expôs nos principais eventos nacionais e internacionais da área. Nomeado Designer do Ano pela Maison & Objet Americas 2015.



Sobre Claudia Moreira Salles 

Claudia Moreira Salles é designer formada em 1978, pela Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro. Depois de trabalhar no Instituto de Desenho Industrial do Museu de Arte Moderna do Rio num projeto de mobiliário para escolas públicas, muda-se para São Paulo onde integra a equipe de designers da Escriba, indústria de móveis. Simultaneamente dedica-se a projetos mais autorais e toma contato com a mão de obra artesanal especialmente ligada à madeira.



Sobre Atelier BAM 

Composto por Juliana Bertolucci e o Clément Gérard o Atelier BAM é um jovem e promissor atelier franco-brasileiro de arquitetura, design e cenografia, com sedes em São Paulo e em Paris. Depois de dar sua contribuição em escritórios de arquitetura internacionais na França e
no Brasil, começaram a atuar juntos em 2011. Seus projetos contemplam diferentes escalas, e se caracterizam por um trabalho preciso onde o processo tem uma importância primordial. Concebem projetos buscando soluções poéticas e ricas em experiência, simples e funcionais, sempre procurando aprofundar a relação homem-natureza.


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